O Boticário lança o primeiro perfume desenvolvido com Inteligência Artificial

Mestre perfumista da Symrise trabalha em frente à Philyra, IA da IBM. Foto: divulgação

Com 3700 lojas no Brasil e presente em 10 países, O Boticário é uma das maiores redes de franquias de perfumes e cosméticos do mundo. Fundada em 1977 no Paraná, a empresa tem se destacado pela frequente busca por inovação e vem rapidamente se tornando uma empresa tecnológica.

No início de abril, O Boticário marcou presença no Data Driven Business, o maior evento de Big Data Analytics da América Latina. A razão da participação é o próximo lançamento da marca: um perfume criado a partir do uso de IA (Inteligência Artificial). Isso mesmo: os dois novos aromas da empresa foram criados pela IA nomeada como Philyra, em homenagem à deusa grega do perfume. A nova tecnologia é desenvolvida em parceria com a IBM e com uma das mais importantes produtoras de fragrâncias do mundo, a Symrise. A estratégia de marketing é direcionada ao grupo consumidor Geração Z ou Millennials (nascidos entre 1980 e 1995).

A maior vantagem da produção através da Philyra é o uso de algoritmos de aprendizado automáticos que examinam os milhões de fórmulas e milhares de ingredientes que podem identificar novas combinações que, muito provavelmente, não seriam antes testadas por perfumistas, devido à estranheza e até mesmo ao exotismo de algumas misturas. Os dois perfumes produzidos contêm traços atípicos: notas mistas de frutas, flores, doces, especiarias, madeiras, pepino e lichia e até mesmo de leite condensado. Além disso, a IA busca, após o ajuste de um perfumista, potencializar algumas partes das fragrâncias e a durabilidade do produto na pele.

De acordo com o Boticário, a economia de tempo com utilização da IA é fundamental para que o trabalho humano possa focar no que a máquina não pode: a finalização, que demanda “sentimento e emoção”

Mais um aspecto positivo é a redução no tempo de produção, realizada em seis meses, já que o processo normal pode durar até três anos. Um dos motivos dessa demora eram os inúmeros testes que agora foram previamente resolvidos pela Philyra. De acordo com Tiago Martinello, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Boticário, essa economia de tempo é fundamental para que o trabalho humano possa focar no que a máquina não pode: a finalização, que demanda “sentimento e emoção”.

Em entrevista para o site AI-EVERYTHING, Richard Goodwin, do IBM Research, afirmou: “Nossa pesquisa continua a ampliar as fronteiras do aumento da competência humana usando IA e demonstrando como a IA pode ajudar em domínios onde a criatividade é a chave. Fundamentado no aprendizado de máquina, o IBM Research AI para Design de Produto também pode ser generalizado para outros tipos de aplicativos, como design de sabores, cosméticos e produtos de consumo. Enquanto isso ainda é pesquisa hoje, a tecnologia tem o potencial de ser disponibilizada como um serviço para ajudar qualquer número de empresas a acelerar e dimensionar seu processo de design criativo. “ .

Os produtos já foram testados e aprovados por especialistas do segmento e o lançamento é previsto para  meados de 2019, sem data específica divulgada ainda.

 

COMPARTILHAR

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here