Empreendedorismo criativo e conectado gera renda em comunidades do ES.

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por Francine Leite e Lucas Henrique Pisa Redação Folha Vitória 16/11/2018.

Empoderamento, colaboração, criatividade e engajamento. Mídias digitais e tecnologia são as principais armas de empreendedores e artistas de comunidades da Grande Vitória.

Comida, artesanato e roda de samba três vezes por semana. O movimento começa quando a maioria dos trabalhadores do Centro de Vitória já foi embora. Mas é ali, numa das praças mais emblemáticas da capital que uma feira super conectada acontece.

A Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, existe há mais de 90 anos. Resistentes ao tempo e ao crescimento da região metropolitana em torno da “cidade”, moradores se mobilizam para não deixar morrer a vibração do lugar.

A Feira Sabor e Arte existe desde 2013, mas ganhou novos expositores e mais público este ano, quando os organizadores resolveram usar as redes sociais para impulsionar o projeto. Foi pela internet que os seis expositores atuais foram selecionados, e é por lá que toda a divulgação é feita.


Cristiane Martins, organizadora da feira, conta que os horários e atrações são sempre compartilhados via Facebook Instagram, onde até os produtos dos expositores são anunciados. “Com a ajuda da internet estamos conseguindo resgatar a Praça Costa Pereira como um ponto de encontro das famílias e de geração de renda dos trabalhadores do Centro de Vitória”, comemora Cristiane.

Veja o depoimento da organizadora da feira:

A Uber da reciclagem 

Por lei, empresas de grande porte são obrigadas a destinar corretamente os resíduos que produzem. O excedente da produção não pode ser jogado fora como um lixo comum, com risco de multa em caso de descumprimento. Pensando nisso, um administrador de empresas de Vitória criou um novo jeito de coletar e destinar esses resíduos de forma ainda mais sustentável.

Depois de perder o emprego, em 2016, Christian Sabino investiu na startup que liga as empresas geradoras às catadoras e gestoras de resíduos. Por uma plataforma na internet, estabelecimentos solicitam o serviço de retirada do “lixo” e o gps aciona os coletores mais próximos.

Foto: Reprodução

Bolsas produzidas com tecidos que iam para o lixo.

Nós pegamos esses materiais e separamos o que for reutilizável, principalmente artigos têxteis. O foco é promover a destinação correta dos resíduos envolvendo a comunidade. Transformando resíduos, que poderiam ir para o lixo, em algo útil. Um pedaço de tecido que uma indústria iria jogar fora pode virar uma ecobag. 

– Christian Sabino, cocriador da Destine Já

É aí que a reciclagem ganha outro capítulo. Depois de recolher os materiais, o que precisar ser descartado vai para aterros licenciados. Já os materiais reaproveitáveis têm destino certo: comunidades de Vitória. Uma vez por mês, a equipe da startup, que fica em Itararé, na capital, sobe os morros do bairro e faz oficinas com os moradores que querem aprender a reciclar.

Foto: Reprodução Facebook
Moradores do bairro Engenharia, em Vitória, após oficina de ecobags.

Os produtos que surgem do lixo podem ser vendidos, gerando uma nova fonte de renda para a comunidade. As mulheres são as que mais participam das oficinas, e a empresa já tem uma lista de bairros em situação de vulnerabilidade social para serem atendidos pelo programa. Em 2018, com a ajuda do projeto,  120 toneladas de resíduos já foram reciclados ou descartados corretamente no meio ambiente.

Sociedade em rede 

“Muita gente acha que, ajudando a comunidade, ela não vai ganhar dinheiro. Isso é uma falsa percepção. É uma cadeia em que todos ganham.” A reflexão é da coordenadora de projetos de sustentabilidade do Sebrae no ES, Célia Perim. Ela se considera uma incentivadora de projetos que impactam socialmente e é uma fiel defensora das comunidades em rede.

Célia acredita que a colaboração entre pequenas empresas pode fomentar uma demanda de serviços que ninguém conseguiria sozinho. Trabalhando juntos, autônomos e empreendedores ampliam a rede de contatos e geram trabalho em comum. Essa prática, que vem crescendo nos últimos cinco anos no Espírito Santo, é ainda mais eficaz em comunidades menores, avalia a especialista.

Foto: Reprodução

 

“Numa hipótese de negócio, através dos meios tecnológicos, eu posso colocar profissionais em contato uns com os outros, oferecendo potenciais clientes,  ganhando uma pequena porcentagem pelos serviços prestados”.
– Célia Perim, coordenadora de projetos de sustentabilidade

Plugue-se

Nas próximas duas semanas, o Sebrae ES realizará diversas ações para ajudar os empreendedores a entender esse novo momento do mercado. A ideia é gerar competitividade para empresas capixabas no cenário da nova economia, cada vez mais digital e inovadora.

Não importa onde você more, qual é o porte da sua empresa, ou, o segmento. Estar no meio digital é essencial para a sobrevivência de qualquer negócio. Para estimular o debate, entre os dias 19 a 30 de novembro acontece o Plugue-se.

O evento é aberto ao público. Acesse o site e verifique em quais palestras ainda há vagas. Também existe a opção de acompanha-las online.

Fonte:www.folhavitoria.com.br

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