
O porta-voz presidencial da Rússia, Dmitri Peskov, confirmou nesta quinta-feira (21) que seu país continua disposto a estabelecer negociações de paz com a Ucrânia.
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“Nem o presidente Vladimir Putin nem o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov jamais se referiram a fechar as portas para as negociações”, disse o porta-voz à Sputnik, referindo-se a interpretações errôneas de declarações emitidas por ambos os líderes.
Em entrevista para agência Sputnik e a emissora russa RT, Lavrov declarou, na última quarta-feira (20), que no momento não faz sentido relançar as negociações de paz, pois argumentou que, desde as negociações da primavera, Volodymyr Zelensky mostrou uma evidente falta de desejo de resolver a situação.
Por sua parte, o chefe de Estado russo afirmou durante sua recente visita a Teerã que as autoridades ucranianas se recusaram a aplicar os acordos quase alcançados após o diálogo na cidade turca de Istambul em 29 de março.
“O resultado final das negociações depende da vontade das partes contratantes de implementar o acordo, e é evidente que Kyiv [capital da Ucrânia] não tem essa vontade”, disse Putin.
Mais cedo, o assessor do presidente russo para Assuntos Internacionais, Yuri Ushakov, afirmou que Moscou não vê nenhum interesse por parte da Ucrânia e do Ocidente em retomar as negociações russo-ucranianas.
Nesse sentido, alertou que as condições para esses contatos já seriam diferentes, lembrando que as conversações foram interrompidas “após um acordo de princípio sobre os acordos de Istambul”.
Tentativas de acordo de paz
O processo de negociação entre os dois países começou em 28 de fevereiro, quatro dias após o início da operação militar russa na Ucrânia. A partir de então, várias reuniões aconteceram, a primeira com sedes em Belarus, até 29 de março, quando ocorreu uma rodada presencial na cidade turca de Istambul.
Nessa reunião, foram obtidos resultados para iniciar o caminho para um acordo de paz, mas dias depois foi rejeitado pelo lado ucraniano.
A este respeito, Putin declarou que Zelensky ao afastar-se dos acordos alcançados durante o diálogo na Turquia, paralisou o processo. Em 20 de abril, o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, informou que Moscou havia enviado ao governo ucraniano um projeto de acordo e que aguardaria uma resposta, que não recebeu até o momento.
Com informações da Prensa Latina