O WHATSAPP DE BOLSONARO.

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por Domingos Leonelli em 14/11/2018.

Em mesa comandada pelo professor Wilson Gomes, diretor-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Democracia Digital (INCT-DD), e composta pelos especialistas Viktor Chagas, da Universidade Federal Fluminense, e João Guilherme Santos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, realizou-se, na segunda-feira, dia 12 de novembro, um excelente debate sobre o uso das redes sociais na campanha presidencial deste ano. Intitulada “O papel do Whatsapp nas Eleições 2018”, o encontro foi promovido no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (FACOM-UFBA).

Para o professor João Guilherme Santos, “a esquerda não subestimou a tecnologia, subestimou a direita. Desde 2010, a direita organizou-se, eficazmente, para atuar nas redes sociais e no Whatsapp”. Segundo Viktor Chagas, 108 grupos, no aplicativo de mensagens, estavam em atividade na campanha de Jair Bolsonaro. Entretatnto não foi o então candidato quem mais fez postagens nessa mídia, o que houve foi uma extraordinária rede para mobilizar não somente a internet, mas, também, os próprios movimentos de massa.

Nas pesquisas de Chagas e de Santos, dois palestrantes que fazem parte do INCT-DD, no Brasil, constatou-se mais de 120 milhões de usuários no Whatsapp, portanto uma mídia em potencial para uso em campanha, conforme vimos na do candidato do PSL. Somente Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, estava vinculado a mais de 30 grupos do aplicativo.

Segundo Wilson Gomes, a militância de direita superou a esquerda e a própria centro-direita em todos os pontos. O site www.socialismocriativo.com.br esteve presente, no evento, através de seu editor Domingos Leonelli.

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