Esquerda 4.0

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Esquerda 4.0

Mais de 10 candidatos a presidente da república e nenhum projeto Nacional.

Mesmo no campo da esquerda nenhuma das candidaturas coloca a inovação como um eixo autônomo. Nem a economia econômica criativa como estratégia.

Apesar disso estamos avançando.

No campo da esquerda, além da candidatura de Lula do PT, do centro-esquerda para a esquerda, já temos três candidaturas. A de Ciro Gomes, a de Manuela do PCdoB e a de Guilherme Boulos do PSOL. Não incluo Marina Silva porque ela mesma faz questão de afirmar que está longe da histórica e clássica divisão esquerda-direita.

Cada uma das candidaturas de esquerda com uma marca, uma história e algumas características próprias e enriquecedoras da vida política.

O mais importante, contudo, é a comprovação de que existe vida inteligente e esperança na esquerda fora do PT. O que é bom para próprio PT.

Tudo indica que na atual etapa, todas as candidaturas, inclusive a de Lula, se mantenham e procurem crescer. Exponham seus programas e suas alianças preferenciais. Se não houver a ameaça de que cheguem ao segundo turno duas candidaturas de direita e extrema-direita, é possível que uma eventual unidade só venha a ocorrer no segundo turno. Seria, a meu ver, o ideal.

O PSB está diante de duas opções, depois da desistência de Joaquim Barbosa: a primeira, não apoiar formalmente ninguém ou, a segunda, optar por uma das candidaturas do campo progressista. O apoio a uma candidatura fora desse campo já foi descartada em resolução do seu órgão máximo, XIV Congresso Nacional.

Se decidir pelo apoio a uma das candidaturas do campo progressista, certamente o fará mediante uma negociação programática onde se incluam, como eixo autônomo, a inovação e a economia criativa como estratégia de desenvolvimento. As novas cadeias de valor mundiais hoje se baseiam em ativos intangíveis e um verdadeiro projeto nacional não pode desconhecer isso. É, também, uma das nossas contribuições para a formação de uma esquerda 4.0.

Domingos Leonelli.

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1 COMENTÁRIO

  1. Esta não entendí.
    O PSB possui tres momentos na Historia do Brasil e na historia da esquerda.
    O primeiro momento, ao lado do antigo PTB e PCB. O PSB era forte junto a esquerda brasileira e ao trabalhismo.
    Segundo momento, durante a cassação ocorrida durante a ditadura civil-militar de 1964, onde o PSB atuou na clandestinidade, até anistia, ampla, geral e irrestrita , ressalto que participei da Teologia da Libertação na clandestinidade nas comunidades de base, que eram muito forte no PSB e participei também nas lutas pela anistia.
    Terceiro momento, que estamos vivenciando, está sendo construído por Siqueira, o Socialismo Criativo, até retornei ao PSB local.
    A esquerda brasileira, a esquerda do PSB, está sendo refeita, não é o socialismo radical da direita e nem radical da esquerda, eu particularmente acho que é hora do Socialismo do PSB ocupar seu espaço, não com o saudosismo, mas com toda a modernidade do seculo XXI.
    Preciso de mais elementos, de mais dados para entender este comentário sr. redator.
    SDS
    Niteroi

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