Entenda a diferença entre inovação incremental e disruptiva.

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por Nosso Vale do Silício 20/12/2018.

No Brasil e em Santa Catarina, as melhorias de processos, tecnologias e experiências feitas por startups e empresas tradicionais são caracterizadas como inovação incremental.

Foto: Divulgação Acate

A inovação pode se dar em produtos, processos ou modelos de negócio e pode ser de dois tipos: incremental ou disruptiva. A inovação incremental é aquela que agrega valor para necessidades mais imediatas dos consumidores, melhorando processos, tecnologias ou experiências. Já a inovação disruptiva – ou radical – altera o modelo de negócio e revoluciona todo um mercado , introduzindo novos concorrentes em determinado segmento e trazendo forte impacto para a sociedade. O trem a vapor, o carro, a imprensa, a internet e o smartphone são exemplos de inovação disruptiva. Assim como o pendrive, o drone, o Waze, o Uber e o Airbnb.

– A inovação disruptiva permite situações que não eram possíveis antes de sua existência. No Brasil existe certa dificuldade de inovação radical porque de uma maneira geral as universidades ainda estão muito afastadas do mercado, diferente do que acontece em países como Israel, Estados Unidos (na Califórnia e em Boston), Coréia do Sul e China. Aqui este caminho ainda é incipiente. As pesquisas não chegam ao mercado na mesma velocidade que nos outros polos e as inovações estão muito mais ligadas ao modelo de negócio do que a tecnologia profunda – afirma Silvio Kotujansky, vice-presidente de Mercado da ACATE.

As quatro unicórnios brasileiras (startups avaliadas em mais de U$ 1 bilhão), de acordo com Sílvio, são exemplos de inovação incremental: Nubank, 99 Táxi, PagSeguro e Ifood. Mas a tendência é que haja uma mudança nos próximos anos.

– O novo Marco Legal de Inovação, regulamentado em 2018, já diminuiu as travas burocráticas que sempre foram um empecilho para as parcerias entre empresas e universidades. Temos visto também missões empresariais brasileiras para conhecer os ecossistemas mais inovadores do mundo, que devem contribuir para a mudança da cultura e a aceleração dos resultados, podendo nos levar até a criar inovações disruptivas – diz Silvio.

A Associação Catarinense de Tecnologia tem investido em diversas iniciativas para conectar universidades com mercados. Uma delas são verticais em 13 diferentes setores, entre os quais Energia, Segurança, Saúde, Educação, Agronegócio e Varejo. Outro projeto é o Linklab, que coloca empresas tradicionais em contato com o ecossistema de inovação e com a universidade.

Para acompanhar o setor de tecnolgia catarinense acesse o canal Nosso Vale do Silício

Fonte: www.g1.globo.com/

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