ECONOMIA CRIATIVA E O RAP DA DIVERSIDADE NO MicBR 2018.

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por redação Socialismo Criativo em 09/11/2018.

Site socialismocriativo.com.br na apresentação do rapper Emicida no MicBR2018.

A 1ª edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil – MicBR 2018, que está sendo realizado, em São Paulo, desde o dia 05 e segue até o próximo dia 11 de novembro, agita a comunidade criativa da cidade.  Um de seus pontos altos foi a palestra do rapper Emicida sobre a construção do rap como um negócio.

Relatando sua trajetória de atendente de McDonald’s, vendedor de CDs na rua, até a implantação do Coletivo LAB Fantasma, o artista chamou a atenção para a necessidade de se dar importância à organização do negócio em si: da administração financeira, do planejamento e da eficiência administrativa, que estiveram por trás do sucesso de sua carreira artística. “Nós queríamos que o camelô verdadeiro pegasse nosso produto e colocasse na sua barraca, a empresa surgiu como resposta a um mundo cheio de adversidade”, lembra Emicida ao relembrar a origem da empresa.

O LAB Fantasma cobre as áreas de gravação, editoração, produção, moda e marcas, todas elas cuidadosamente organizadas economicamente. Segundo o próprio Emicida, “é necessário a organização financeira para garantir o financiamento da nossa criação”.

O site Socialismo Criativo convidou o artista para repetir a palestra, que encheu o auditório do Centro Cultural Vergueiro, para os socialistas brasileiros. A exemplo de Carlinhos Brown e tantos outros artistas oriundos da comunidade negra do nosso país, demonstrou a viabilidade estratégica da economia criativa na área da cultura.

Emicida é, além de artista, um empresário da música. A área tem, no Brasil, o maior mercado entre os países da América Latina e um crescimento médio anual de 6,07%. Estima-se que, até 2021, esse crescimento seja de 8%, o que corresponde a uma geração de R$ 644 milhões. De forma mais abrangente, a economia criativa gera um milhão de empregos diretos no país. Games, cinema, música, artes cênicas, gastronomia e outras áreas têm impacto de 2,6% no PIB brasileiro e são responsáveis pelo recolhimento de R$ 10,5 bilhões em impostos, arrecadados através de 200 mil empresas e instituições do setor.

MicBR

O 1ª edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil – MicBR 2018 transformou a Av. Paulista, em São Paulo, em um Corredor Cultural com cerca de 200 atrações, entre palestras, oficinas, mesas redondas, sessões de networking e encontros com artistas brasileiros e estrangeiros com o objetivo de discutir o mercado da economia criativa. O evento é uma realização do Ministério da Cultura (MinC) e Apex-Brasil, em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI).

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